Dr.Milton Peruzzo | Calvície Feminina
CALVÍCIE FEMININA
A perda de cabelos nas mulheres é mais freqüente do que se imagina. Em contraste com a calvície masculina, os cabelos da mulher vão se tornando mais ralos de forma difusa, normalmente preservando a linha frontal anterior. Essa rarefação é gradual, podendo ser acentuada pela gravidez, alterações hormonais, menopausa e fatores externos. É fundamental o diagnóstico correto da causa da calvície para que o tratamento seja bem orientado. Resumindo, as três principais causas da calvície feminina são:
Localizadas:
Traumática, que ocorrem em penteados com excesso de tração; pós-lifting facial, nas áreas próximas às cicatrizes, após acidentes ou uso de produtos químicos. Estes casos são especialmente indicados para correção cirúrgica através da megasessão de unidades foliculares.
Padronizadas:
São mulheres com características de perda de cabelos semelhantes ao homem, com perdas na frente e no topo da cabeça e preservação das áreas laterais e posterior. Também são excelentes candidatas ao tratamento cirúrgico.
Difusas:
É o tipo que mais comumente afeta as mulheres. Atinge toda a extensão do couro cabeludo, sem padronização, acometendo também a chamada área doadora, portanto não são pacientes que se beneficiam da cirurgia, havendo necessidade de se buscar as causas clínicas para o tratamento adequado. As causas mais comuns para este tipo de alopécia são: * Genética * Hormonal * Idade * Outras causas: anemias, alterações hormonais (tireóide, ovários, etc), lupus, alopecia areata, fungos, cirurgias e anestesias, perda de peso muito acentuada e severo trauma emocional. Medicamentos e drogas também podem estar relacionados com perda de cabelo. Tratamento clínico: Hoje as mulheres em qualquer faixa etária acometidas pela ação do DHT sobre os receptores androgênicos herdados geneticamente (AAG) podem se beneficiar de um tratamento até então indicado apenas aos homens: a finasterida. E em doses maiores, desde que um profissional da área médica que atue nesta especialidade proceda a investigação clínica séria e necessária para este tratamento. Uma série de estudos recentes comprova a sua ação e segurança: Efeito da finasterida sobre o hirsutismo e o perfil hormonal de mulheres hirsutas. Lakryc, Eli Marcelo.Tese (Mestrado) São Paulo: s.n, 1998. 94 p. Universidade Federal de Säo Paulo. Escola Paulista de Medicina. A woman with iatrogenic androgenetic alopecia responding to finasteride J-B. Hong, H-C. Chiu, J-Y. Chan, R-J. Chen, S-J. Lin British Journal of Dermatology (OnlineEarly Articles). doi:10.1111/j.1365-2133.2006.07719.x J-B. Hong, H-C. Chiu, J-Y. Chan, R-J. Chen, S-J. Lin Department of Dermatology National Taiwan University Hospital, Taipei, Taiwan Finasteride treatment of female pattern hair loss. orizzo M; Vincenzi C; Voudouris S; Piraccini BM; Tosti A Arch Dermatol. 2006 Mar;142(3):298-302. Department of Dermatology, University of Bologna, Via Massarenti, I-40138 Bologna, Italy. Finasteride May Be Effective for Female Pattern Baldness CME Laurie Barclay, MD Désirée Lie, MD, MSEd March 21, 2006 Effective treatment of female androgenic alopecia with dutasteride Journal of Drugs in Dermatology, Sept-Oct, 2005 by Malgorzata Olszewska, Lidia Rudnicka Female Androgenetic Alopecia Treated by Finasteride: A Case Forward Rossano Valsecchi A2, Paolo Leghissa A3, Matteo Riva A3 Departments of Dermatology Occupational Medicine Bergamo General Hospital I-24100 Bergamo Italy Finasteride Treatment of Female Pattern Hair Loss Iorizzo M, Vincenzi C, Voudouris S, Piraccini BM, Tosti A Archives of Dermatology (Volume 142, Number 3) 2006 Finasteride for female androgenetic alopecia. Br J Dermatol. 2002;147:812-813. Shum KW, Cullen DR, Messenger AG. Hair loss in women with hyperandrogenism: four cases responding to finasteride. J Am Acad Dermatol. 2002;47:733-739. O seu uso sempre temido pelas bulas do Propécia® e similares onde o seu uso é contra indicado para as mulheres fez com que muitos médicos não afeitos aos novos estudos além de não prescreverem ainda assustam as mulheres com relação aos seus efeitos colaterais. Parece que se esquecem que a maioria dos tratamentos até então usados incluem muitos antiandrogênicos potentes como a Flutamida, espironolactona, ciproterona e outros com efeitos ainda mais graves que a finasterida. Polêmicas a parte o seu uso hoje é mais um aliado na difícil guerra das mulheres contra a AAG desde que exames antes de seu uso confirmem que o fígado está em ordem e seus hormônios controlados. Estes exames devem ser feitos periodicamente durante o seu tratamento. A introdução da associação com minoxidil, finasterida e flutamida melhorou ainda mais as condições e qualidade deste tratamento. Além disto, é importante que as condições clínicas gerais sejam checadas para a possibilidade de se necessitar também o uso de suplementos de aminoácidos, ferro, vitaminas, etc.
Alopecia Areata:

A alopecia areata (AA) tem causas que são muito variadas, nem sempre fáceis de serem encontradas e o tratamento vai depender do estágio em que se encontra, pode variar de infiltração de corticóides nestes locais até o uso de shampoos e loções adequados a este problema... Hoje existem várias alternativas além do uso simples de minoxidil... A alopecia areata faz parte do grupo das alopecias não cicatriciais, que costumam ser reversíveis em 70% dos casos. O diagnóstico deve ser realizado o mais breve possível, pois se a área calva estiver estável há muitos anos provavelmente não haverá repilarização através de tratamentos clínicos,necessitando de um transplante de cabelos para esse local. É comum ao crescerem novos fios nestas áreas que eles venham esbranquiçados.
Quer receber informações?
DR. MILTON PERUZZO Contato +55 11 3288.2070 / 3283.2582 clinica@peruzzo.med.br